FIFE 2026: Expositores fazem balanço positivo e fecham mais negócios nesta edição

Após quatro dias de conexões, Fórum termina no Recife, com patrocinadores confirmando a parceria na edição de Gramado

Os expositores do FIFE 2026 fizeram um balanço positivo da edição realizada em Recife e relatam um ponto em comum: mais negócios, mais conexões qualificadas e maior retorno em relação aos anos anteriores. Entre estreantes e veteranos, a avaliação foi de crescimento do evento e amadurecimento do público. A maioria também já confirmou presença na próxima edição, em Gramado.

A percepção de evolução do evento aparece tanto no volume de contatos quanto na qualidade das interações. “A gente tem notado uma crescente muito grande nos eventos. E também a consolidação da nossa marca, porque muitos clientes vêm e já nos reconhecem”, afirma Geriardi de Vargas, da HYB. Segundo ele, o público demonstra maior preocupação com transparência e segurança, o que impulsiona a demanda por soluções mais estruturadas.

Entre as empresas de tecnologia, o saldo também foi superior ao da edição anterior. “Em Curitiba, fechamos dois clientes no FIFE. Mas acho que vamos superar essa conquista nesta edição do Recife”, prevê a analista Brenda Pimentel, da Codebit, que apresentou soluções de inteligência artificial voltadas ao Terceiro Setor.

A avaliação também foi positiva se repete entre empresas que participaram pela primeira vez. “Foi uma grata surpresa conhecer o evento. Fizemos muitos contatos, aprendemos muito e conectamos com muitas ONGs”, afirmou Renato Farias, da Infinity. Segundo ele, a empresa sai deste evento com uma nova parceria firmada, para o próximo ano, em Gramado com a Rede Filantropia.

Na área jurídica, a percepção também foi de retorno qualificado. “Muita gente parou aqui para tirar dúvidas, entender o nosso trabalho. O público estava bem interessado”, disse Rebeca Brito, do escritório Sarubi Cisneiros Advogados. Já entre auditorias e consultorias, o evento consolidou temas técnicos como eixo central das conversas.

“A reforma tributária foi um dos grandes assuntos tratados aqui. Ainda há muitas dúvidas e lacunas, então as organizações estão buscando orientação”, afirmou Rafael Valle, do Grupo Audisa, que está presente no FIFE desde sua primeira edição. Ele destaca que as atualizações de novos processos para o CEBAS e as dúvidas sobre o futuro da arrecadação da Nota Fiscal Paulista foram temas importantes nesta edição.

A qualidade das conexões também foi destacada por Camila Ferreira, da R&R Auditoria e Consultoria. Para ela, o evento só pecou pelo fato de haver muitos estantes colocados em espaços com menor trânsito de pessoas. No entanto, “o público que veio conversar com a gente era extremamente qualificado. Foi um retorno melhor que o FIFE anterior”, disse.

No campo da consultoria e marketing, a avaliação segue a mesma linha. “Foi a primeira vez que viemos e gostamos muito, conhecemos várias pessoas”, afirmou Cristiane Horr, da Arcanjo Consultoria.

A Ambev VOA, braço social da Ambev, também aproveitou o contato direto com as organizações. “Aqui é muito bacana porque eu consigo ver os gestores e profissionais das ONGs olho no olho e sentir as necessidades de cada uma”, afirmou Lilian Lopes. Segundo ela, a maioria das pessoas ia ao estande em busca de informações por editais. “Aproveitava essa oportunidade para apresentar o programa de aceleração de ONGs da AmbevVoa e e diagnóstico oferecer nossa cartilha, onde a pessoa pode fazer sozinha um diagnóstico sobre o grau de institucionalização da sua organização.”

Mesmo quem participou como visitante relatou ganhos concretos. “É um espaço excelente de troca, de aprendizado, muitas discussões acontecendo ao mesmo tempo”, afirmou o advogado Lucas Seara, mestre em Gestão Social (UFBA) e diretor do OSC LEGAL – plataforma e instituto com foco em educação, mentoria, consultoria e capacitação para Organizações da Sociedade Civil. Ele elencou os temas sobre a reforma tributária e a inteligência artificial como seus preferidos. “Todo ano, essas duas áreas trazem muitas novidades”, reforça o especialista em Marco Regulatório das OSCs (MROSC).

Próxima parada

Se houve consenso entre os entrevistados, ele aparece no futuro: Gramado. Expositores e participantes afirmam que pretendem repetir a experiência em 2027. “A gente é fifeiro. Já estamos de malas prontas para Sul”, disse Geriardi, da HYB.

E até quem participou pela primeira vez, já tem a decisão tomada. “A perspectiva é positiva, vale a pena sim ir para a próxima edição”, afirmou Rebeca Brito. Rafael Valle, da AUDISA, disse que Gramado já entrou na sua agenda. “O evento deixou de ser apenas um espaço de encontro e se consolidou em um ambiente de geração concreta de oportunidades para o Terceiro Setor.”

Texto: Ong News
Foto: Silvia Cristina Fotografia – Filantropia

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