Estamos acostumados a ler e estudar a história nos livros. Repassamos a história para nossos descendentes nas escolas, mas parece que esquecemos que a história ainda não acabou. Ela é escrita a cada dia, com cada atitude que tomamos.
Vivemos, agora mesmo, um momento de transição histórica, não só no Brasil, mas no mundo todo. É inegável o avanço das tecnologias. É inegável a mudança na consciência coletiva. Assim como são inegáveis os problemas que essa transição traz.
Problemas todo mundo tem. A vida é feita de um monte de coisas, inclusive de problemas. Quem trabalha com assistência social sabe, muito bem, quantas e quantas pessoas estão passando por apertos sérios neste exato momento. Às vezes, tudo parece obscuro e terrivelmente negro ao nosso redor, mas a estrada da vida é feita de túneis e, alguns deles, são muito longos mesmo.
Tem tanta confusão pelo mundo, tanta guerra, que eu já nem sei mais quem está brigando com quem e nem porquê começou a briga. Acho que nem eles mesmos sabem. Mas, pau comendo solto pelo planeta, e tem neguinho dooooido para apertar o botãozinho vermelho.
Por falar em apertar o vermelho, um abraço bem apertado para o Lula, nosso novo presidente! Esmola demais ou sonho realizado? O importante é que finalmente um representante legítimo do povo assumiu as rédeas da nossa pátria. Mas, e agora que chegamos à terra prometida? O que a gente faz?
Acho que a vida também é feita de oportunidades. O clima está a favor de quem sempre se empenhou em ajudar o nosso povo tão sofrido. E não é pouca gente, não: 70% da população exerce algum trabalho comunitário ou social. Em todas as crises que o País enfrentou, sempre foi o brasileiro quem ajudou o brasileiro. Nós nunca pudemos mesmo contar muito com a ajuda de um governo comandado por pessoas inescrupulosas, gananciosas, verdadeiros genocidas, que, infelizmente, escaparam impunes. Mas a democracia venceu e, se com os nossos braços fortes conseguimos conquistar essa igualdade, “em teu seio, ó liberdade, desafio o nosso peito à própria morte”.
Mas isso também já é história, já é passado. Serve só para a gente não cair de novo na mesma arapuca. É hora de ajudar o Luiz Inácio a “tornear” um novo Brasil. Pensando no futuro e aproveitando os bons ventos da mudança, conseguiremos mostrar para o mundo como é que se ganha uma guerra contra o terror. O terror da fome, da miséria, da pobreza, das doenças. O terror criado pela ganância e em nome do poder econômico.
É hora de fazer cumprir as profecias do nosso hino, de tomar o sol da liberdade em raios fúlgidos em maresia e de tornar o Brasil no símbolo de um sonho eterno, de paz no futuro e glórias no passado, de ordem e progresso.
Nossas mangas já estavam mesmo arregaçadas, já estávamos trabalhando por isso, mesmo. É hora de mostrar que o nosso braço mais forte é a solidariedade brasileira.
Força, Brasil.


