O público-alvo de uma organização define o seu “modus operandi” – a maneira como ela deverá operacionalizar os seus produtos. Além do produto (ou produtos) a instituição deverá definir, ainda, para quem esses produtos serão produzidos. Tomemos como exemplo uma organização que tenha definido que sua linha de produtos será a de programas de recuperação de animais ameaçados de extinção. Muito bem. Essa definição, do jeito que está posta, é por demais ampla, muito abrangente e, certamente, levará a instituição ao fracasso rapidamente.
Para proteger tanto a instituição quanto a espécie que ela pretende salvar é preciso definir o público-alvo. Como exemplos, temos o Projeto Tamar (que cuida exclusivamente das tartarugas marinhas), o Projeto Pró-Carnívoros (que se ocupa dessa classe de animais) e o Projeto Peixe-Boi. No âmbito das organizações que cuidam de seres humanos, vamos encontrar exemplos de públicos-alvos bem definidos no Comitê para a Democratização da Informática (CDI), na Pastoral da Criança e na Apae.
Quando qualquer organização define o seu segmento de atuação, ela pode “fazer mais e melhor”, justamente porque concentra esforços e recursos para atingir um único segmento de atuação. Entre outros benefícios, a organização pode se especializar e, com isso, formar uma rede com outras instituições que tenham o mesmo público-alvo, compartilhando capacidades e habilidades comuns.
A especialização em um tipo de público-alvo dá forma, conteúdo e, conseqüentemente, credibilidade a qualquer instituição do Terceiro Setor. O público-alvo pode ser definido a partir dos seguintes parâmetros:
Tipo e abrangência do produto ou dos produtos da organização.
O público-alvo, em síntese, será a razão da existência da organização.


