Assessoria De Imprensa No Terceiro Setor

Por: Instituto Filantropia
06 Julho 2015 - 21h42

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Entenda a importância da comunicação entre as organizações e seus stakeholders

Durante muito tempo, instituições de diversos setores enfrentaram  grandes dificuldades para conseguir se comunicar  com seus stakeholders e com a mídia em geral. Este era  um problema de extrema urgência a ser resolvido, uma  vez que poderia causar uma variedade de ruídos e mal-entendidos.

Pensando nisso, criou-se uma ferramenta com o intuito  de facilitar, agilizar e trazer muito mais segurança para esse  processo: a Assessoria de Imprensa. Trata-se de uma atividade  que faz parte da área de comunicação social e que exerce suas  funções para um ou mais “assessorados”. São exemplos de  assessorados empresas, pessoas físicas (músicos, advogados,  médicos) e ONGs.

O Que Faz A Assessoria De Imprensa?

Dentre as funções principais de uma Assessoria de Imprensa, destacam-se:

  • Assegurar a criação de relações sólidas e de confiança entre os meios de comunicação e a instituição, com o objetivo de angariar respeito e credibilidade;
  • Estabelecer parâmetros para coordenar as atividades do assessorado, para que seja possível recuperar, alcançar e manter uma boa imagem junto à opinião pública;
  • Reunir e apresentar informações relacionadas à instituição em âmbito local, nacional ou até mesmo internacional;
  • Implantar a comunicação de massa tanto internamente quanto externamente no que se refere ao assessorado;
  • Tornar o assessorado capaz de entender e lidar com a imprensa.

Além disso, uma das principais atividades do assessor  de imprensa é aproximar a realidade das instituições com os  meios de comunicação. É praticamente impossível que meios  de comunicação como internet, revistas e televisão tenham  informações das organizações e empresas sem o auxílio de um  assessor de imprensa.

Dentro do ramo de Assessoria de Imprensa existem os  press releases,  ou comunicados de imprensa, que são textos informativos  divulgados para anunciar, informar ou esclarecer para a  mídia algum fato que envolva o assessorado, tanto de forma positiva  quanto negativa. Com a popularização da internet, esse tipo  de comunicação se tornou mais abrangente, principalmente por  meio do envio de e-mails.

Ainda com relação às funções da Assessoria de Imprensa,  encontram-se as “Coletivas de Imprensa”. Trata-se de um evento  midiático no qual a equipe de assessoria convida jornalistas para  divulgar alguma informação, abrindo espaço para perguntas sobre  o assunto abordado.

A Assessoria De Imprensa Em ONGS

O Terceiro Setor tem tido cada vez mais importância para a  mídia de um modo geral, devido a sua imensa relevância para a  sociedade. Segundo Katia Saisi, diretora executiva da Pluricom,  a rotina de trabalho de uma assessoria de imprensa em ONGs se  assemelha às demais assessorias:

  • Leitura de jornais, revistas e publicações dirigidas, bem como acompanhamento do noticiário de rádio e televisão, para verificar o que é possível gerar em termos de sugestão de pauta, release de opinião, nota oficial, comunicado, entrevistas em rádio e televisão, evento especial, informações para públicos específicos.
  • Contato permanente com o assessorado (para discussão, pauta, elaboração de matérias, avaliação de resultados).
  • Atendimento das demandas dos jornalistas.
  • Planejamento de ações possíveis junto à imprensa.
  • Atualização dos relatórios de atendimento.
  • Atualização de contatos dos jornalistas.

Para a profissional, existem elementos que diferenciam a execução  de tarefas de uma assessoria de imprensa em empresas privadas  e organizações não governamentais. “A principal diferença  é que, em vez de um produto tangível, a assessoria de imprensa  em ONGs trabalha com conceitos que devem sensibilizar um  público que não é o usuário dos serviços prestados. Este é o  grande desafio”, relata.

Além disso, ela complementa que o foco em se manter atualizada  e reconhecível deve ser um fator preponderante dentro  de uma instituição. “Nesse sentido, a assessoria de imprensa  de ONGs deve ter em mente o mesmo que qualquer outra  organização (seja ela privada ou pública, em qualquer área:  empresarial, política, religiosa, cultural etc.): construir uma  marca forte, reconhecível na sociedade, com credibilidade e  consistência”. Para tanto, deve avaliar o que é notícia da perspectiva  dos jornalistas que irão recebê-la, considerando os  seguintes fatores:

  • Atualidade: interessa o que é recente.
  • Universalidade: importa o que é comum à maioria dos receptores das informações.
  • Proximidade: chama a atenção do público o que ocorre ao seu redor.
  • Proeminência: vale mais o que ocorre com pessoas consideradas importantes

A era da internet traz consigo uma infinidade de alternativas  para as organizações do Terceiro Setor mostrarem à sociedade  seus ideais e projetos em prol de um país mais justo. A imprensa  tem ficado cada vez mais atenta para as iniciativas de ONGs. Entretanto, uma das barreiras mais comuns encontradas para  que a instituição se torne visível é a falta de uma boa estrutura  de comunicação.

É comum encontrar profissionais de imprensa cobrindo setores  que solicitam esse tipo de assessoria e desejam melhorar a imagem  de sua organização. Problemas como falta de dados completos,  falta de material fotográfico, histórico, porta-vozes, dentre tantos  outros, são as prioridades a serem resolvidas.

Esse tipo de informação é essencial para o trabalho do jornalista,  que geralmente tem um tempo muito restrito para redigir matérias. Nesse caso, não estamos dizendo ser necessária a  contratação de agências (até porque muitas não dispõem  de recursos suficientes para tal), mas o foco na organização  de dados e informações que são geradas pelas organizações.

É muito interessante que a organização possua um  profissional que esteja intimamente relacionado à área de  atuação dela para realizar este trabalho. Nesse caso, ele se  torna responsável pelas informações e divulgação para públicos  estratégicos e segmentados. Uma boa estratégia de comunicação  dentro de uma ONG acarreta muitos benefícios ao  trabalho da instituição de maneira geral. “As características  de um bom assessor de imprensa valem para qualquer área:  ter em conta que o público-alvo da assessoria é o jornalista  dos diferentes veículos de comunicação e a cada um deles  que se deve dirigir; atentar para a qualidade das informações  que são divulgadas e que devem ser relevantes para os públicos  dos veículos de comunicação (e não apenas para o seu  assessorado); adequar as informações à linguagem jornalística  (assessoria de imprensa não é publicidade nem promoção);  cuidar da precisão das informações fornecidas (informações  incompletas ou incorretas, com erros de português, são inconcebíveis);  ter presteza no atendimento das demandas de jornalistas  (os veículos têm prazo); ser transparente na relação  com o assessorado e com os jornalistas. O trabalho de assessoria  de imprensa se constrói na base da confiança entre as  partes”, diz a diretora executiva da Pluricom.

Estar na mídia significa muito mais do que apenas a  divulgação da causa; implica na sua legitimidade. Essa legitimidade  se estende não só aos parceiros e doadores, mas  também aos próprios voluntários e à sociedade como um  todo. O trabalho de uma assessoria de imprensa traz credibilidade  para a campanha e faz com que ela se perpetue por  muito mais tempo nos meios de comunicação. “O trabalho  de assessoria é fundamental para a construção da imagem de  qualquer organização, mas, em especial no caso de organizações  do Terceiro Setor, é imprescindível. O que sai publicado  nos espaços editoriais conta com fator decisivo em termos  de eficácia comunicacional, em relação à publicidade tradicional:  a credibilidade. O que sai divulgado nos espaços  jornalísticos de modo espontâneo tem um poder de persuasão  superior, e é por isso chamado de formador de opinião  pública”, finaliza Katia.

Quando nos referimos a estratégias de comunicação,  não podemos estabelecer uma ligação apenas com o público  externo. A comunicação possui um aglomerado de laços que  envolve principalmente  o público interno das organizações. A função da comunicação interna em uma instituição vai  além de trazer informações relevantes aos seus voluntários,  beneficiários e colaboradores, mas também tem como objetivo  despertar todos os dias a vontade e o orgulho de estar  inserido e fazer parte dela.

O crescimento de uma ONG depende completamente  da integração e colaboração de toda a equipe empenhada na  realização do projeto. O pontapé inicial para que um departamento  de comunicação funcione corretamente é que todos  os colaboradores estejam conscientes da importância de se  realizar a tarefa e o objetivo propostos.

Diversas organizações já perceberam o poder e importância  de contarem com os serviços especializados de uma assessoria  de imprensa profissional. Entretanto, ainda há carência de  recursos de grande parte para investir em comunicação. Sem  comunicação, não há captação e, sem esta, há comprometimento  de suas atividades. Entretanto, algumas organizações já conseguiram  superar esse desafio ao profissionalizarem sua gestão  e incorporarem práticas de assessoria de imprensa. Isso faz  com que a imagem institucional melhore com o tempo, os  recursos comecem a entrar, as ações se ampliarem, e, consequentemente,  levam à obtenção de mais espaço na mídia.

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